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Neste canal público, a Empiricus convida ao diálogo. A cada dia, ideias que circundam nossos calls e dão cara aos relatórios. Como o mercado é de interações, aguardamos seus comentários.

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Crédito dos textos:
Marcos Elias, CNPI
Rodolfo Amstalden, CNPI
Roberto Altenhofen, CNPI

09/01/2012

Universo Particular


A bolsa brasileira é hoje uma ilha de humanidades, cercada de robôs por todos os lados.

Mais de 2/3 de todas as receitas das bolsas estrangeiras advém da alta frequência.

Cá, ainda somos movidos pela frequência cardíaca de nossos traders.

Tudo isso vai mudar: 2012 marcará a morte da broker de carne e osso no mercado nacional.

****Mas não desistam de ler este texto! Não se trata de HF!****

Enquanto não mudamos, ficamos assim, vivendo uma espécie de adolescência. E o adolescente é um sujeito estranho e que estranha a si próprio.

Como já saímos do pregão a viva voz, mas, de fato, ainda não entramos no trading a algoritmos, vivemos em suspensão:

Em uma época em que há impressões digitais por todos os lados, em todas as ações.

Exemplificando:

Conhecemos as assets que gostam de Eztec e sabemos que a dinâmica das ações da empresa depende muito deste grupo.

O mesmo acontece para Les Lis Blanc, Helbor, Trisul, OHL e até Dasa.

Sabemos dos acionistas controladores que "fazem" o preço de suas ações (Marfrig) e conhecemos os que, de certa forma, as abandonam (Inepar e HRT).

Podemos levantar os trades mais manjados de L&S sobre Usiminas, Bancos x Santander..., e medir o impacto dessas operações nos preços dos ativos.

Conhecemos os custos de aluguel das ações, jabuticabas obrigatoriamente nacionais, e ponderamos nossos movimentos em decorrência destes níveis.

E a GWI, estando para quebrar por conta de alavancagem, recebeu um empurrãozinho dos colegas de mercado.

Ao depender visceralmente da subjetividade, humor e tamanho dos humanos que as carregam...

- Há ações com bons fundamentos que sobem; e há as que caem;

- Há os greenfields que caem no gosto do povo e os que caem no ostracismo;

- As commodities boas e as commodities más;

- Há até aqueles que nos ligam para reclamar sobre o apontamento de inconsistências contábeis: "você não poderia ficar quieto?".

Nestes últimos dois anos, temos vivido momentos pouquíssimo técnicos no mercado brasileiro de ações:

Todas (as ações) têm seus donos, seus bem-feitores e seus mal-feitores, como um prostíbulo do interior.

Estamos chatos, óbvios e cruéis demais. Humanos demais.

Não há preço baixo que atraia alguém para HRT, e não há preço alto que nos afaste de Odontoprev.

Tudo isso não depende da qualidade da ação. Depende da qualidade do dono da ação.

3 comentários:

Anônimo disse...

Existem algumas diferenças entre o Brasil e os estrangeiros (EUA). Aqui, o CEO pode falar o que quiser, fazer o que quiser e ele continua firme e forte no cargo. No estrangeiro, não importa se o sujeito é fundador, idealizador, etc. Se ele não agregar valor ao negócio ele é substituído, "fácil assim". Somos um país sentimentalista ou pior gostamos de ver as pessoas sofrendo, sangrando.

Sobre as outras coisas que está escrito, creio que o que vai prevalecer é a Teoria da evolução: O mais apto irá sobreviver.

Anônimo disse...

Analistas profissionais, com anos de experiência, já deveriam ter notado que não importa o conceito de bom ou ruim, barato ou caro. Como analistas ou gestores o que importa é recomendar/ comprar ou vender o que sobe e o que cai respectivamente. Achar que o mercado não é tão inteligente quanto vocês só mostra que além de não performar recomendando as ações com pior performance da bolsa (HRT e Inepar) ainda são presunçosos.

Anônimo disse...

Vendi todas da Inepar e comprei HRT.

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